Olhar Diferente

A professora de uma escola primria prometeu a seus alunos um dia especial. As 29 crianas estavam curiosas. Uma vez acomodadas, pediu que guardassem os livros e distribuiu a todos papel e caneta para a tarefa que ia anunciar. Os alunos teriam meia hora para colocar no papel tudo aquilo que se enquadrava nesta frase: No consigo. A tarefa era individual. 

Depois de uma pequena pausa, as crianas comearam a escrever as dificuldades insuperveis, aquelas que provocavam a frase: no consigo. Cada uma delas assinalou diferentes situaes. No consigo aprender matemtica, escreveu uma menina. No consigo manter meus livros limpos, no consigo acordar de bom humor, no consigo cuidar do meu quarto, no consigo gostar da minha colega ao lado, no consigo comer um chocolate s, no consigo lembrar de rezar noite, foram algumas das frases. Algumas crianas pediram mais uma folha e escreveram mais limitaes. 

Tempo esgotado, a professora pediu que dobrassem as folhas e colocassem numa caixa de sapatos vazia que ela providenciou. A professora tambm fizera sua lista. Em silncio, a turma dirigiu-se ao jardim ao lado da escola. Ali foi aberta uma cova onde a caixa com seu contedo seria sepultada. A professora pediu um minuto de silncio, no qual cada aluno se daria conta que em seu interior repousavam foras gigantescas ainda no acionadas e que Deus o ajudaria superar o medo e as dificuldades. Depois, lentamente, a caixa foi coberta de terra e sobre ela colocado um cartaz: aqui jaz o No Consigo. 

Em seguida voltaram para a escola onde cada aluno verbalizou o que sentiu. E para recordar no futuro, foi colocada uma frase na parede, junto mesa da professora: O No Consigo morreu e foi sepultado. Quando aparecesse uma dificuldade, os alunos lembrariam a magia daquela manh e a certeza que tudo poderia mudar. Em seguida, a professora anunciou que o restante do dia seria dedicado a jogos com direito a uma torta com refrigerantes no final. Em casa, cada criana contaria aos pais a incrvel notcia: sabem quem morreu? O No Consigo. 

Na realidade no sabemos a fora que temos. E os pais e professores tm a misso de revelar aos filhos e alunos suas possibilidades. Mesmo nos momentos mais difceis, devem dizer criana: voc pode, voc vai conseguir! possvel perder batalhas, mas no podemos perder a guerra. Henry Ford dizia a seus colaboradores: Se voc acha que pode, ou se voc acha que no pode, sempre ter razo. E com um pouco de humor, algum explicou: foi l e como no sabia que era impossvel, ele o realizou. E So Paulo coloca, neste contexto, a fora da f: Tudo posso naquele que me conforta 



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