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Almodóvar chama Donald Trump de 'monstro' e diz que artistas têm dever de se posicionar

O diretor espanhol Pedro Almodóvar em ação no set de filmagem: longa marca reencontro com o ator Antonio Banderas mais de 20 anos depois de 'Ata-me Divulgaç...

Almodóvar chama Donald Trump de 'monstro' e diz que artistas têm dever de se posicionar
Almodóvar chama Donald Trump de 'monstro' e diz que artistas têm dever de se posicionar (Foto: Reprodução)

O diretor espanhol Pedro Almodóvar em ação no set de filmagem: longa marca reencontro com o ator Antonio Banderas mais de 20 anos depois de 'Ata-me Divulgação O cineasta espanhol chamou Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin de "monstros" nesta quarta-feira (20) durante o Festival de Cannes, onde disputa a Palma de Ouro com o filme "Natal Amargo". "Como europeus, também somos obrigados a nos tornarmos uma espécie de escudo contra estes monstros, como Trump, Netanyahu ou o russo. Somos obrigados porque aqui, sim, obedecemos às leis internacionais", declarou em uma entrevista coletiva o diretor espanhol, que usava um broche com as palavras "Free Palestine", em alusão aos líderes dos Estados Unidos, Israel e Rússia. "Na Europa, sim, há leis. Trump precisa saber que há um limite para todos os seus delírios e suas loucuras e que a Europa nunca vai fazer um vassalagem em relação às políticas de Trump", acrescentou o diretor. Para Almodóvar, o artista, "a partir de sua pequena tribuna [...] deve falar sem sinônimos, deve falar com a cara descoberta sobre o pior que está acontecendo, e coisas terríveis demais estão acontecendo conosco a cada dia". Vídeos em alta no g1 "Me parece um dever moral", concluiu o cineasta. Há alguns dias, o ator espanhol Javier Bardem, que protagoniza outro filme em competição, também criticou os três governantes e sua "masculinidade tóxica", que, segundo ele, provocou milhares de mortes. Almodóvar disputa a Palma de Ouro pela sétima vez, um prêmio que nunca venceu, apesar de ter dois Oscar e o Leão de Ouro da Mostra de Veneza. O diretor de "Tudo Sobre Minha Mãe" e "Volver" afirmou que nunca viajou a Cannes "com a sensação de vencedor". "Os prêmios são o resultado dessa mistura tão heterogênea, quase diria heterogênea demais, que significa um júri, cada um de seu pai e de sua mãe", disse.