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Justiça dos EUA decide que processo de abuso contra Michael Jackson será resolvido em arbitragem privada

Michael Jackson durante apresentação em Singapura em 1993 STR / AFP A Justiça dos Estados Unidos decidiu que o processo de abuso infantil envolvendo o cantor...

Justiça dos EUA decide que processo de abuso contra Michael Jackson será resolvido em arbitragem privada
Justiça dos EUA decide que processo de abuso contra Michael Jackson será resolvido em arbitragem privada (Foto: Reprodução)

Michael Jackson durante apresentação em Singapura em 1993 STR / AFP A Justiça dos Estados Unidos decidiu que o processo de abuso infantil envolvendo o cantor Michael Jackson e os irmãos Cascio não será julgado em público por um júri, mas por meio de uma arbitragem privada. Em abril deste ano, na semana de estreia de "Michael", cinebiografia do Rei do Pop, uma família próxima do cantor entrou com um processo acusando-o de abuso sexual. A denúncia feita pela família Cascio, que se descrevia como "a segunda família" do Rei do Pop, marca uma reviravolta drástica. Eles defenderam publicamente a inocência do artista por mais de 25 anos, incluindo entrevistas televisivas em que os irmãos (à época, crianças) negavam qualquer interação imprópria com o cantor. Agora no g1 Porém, segundo a revista "Rolling Stone", um juiz federal decidiu que o caso será analisado longe do olhar do público. O magistrado norte-americano atendeu a um pedido do espólio de Michael Jackson, alegando que, em 2019, havia sido assinado um acordo de confidencialidade com os irmãos. Ainda de acordo com a "Rolling Stone", a defesa dos Cascio recorreu a uma legislação de 2021, conhecida como "Lei do Fim da Arbitragem Forçada para Casos de Assédio e Abuso Sexual", para tentar anular o documento. No entanto, a Justiça dos EUA afirmou que a lei não pode retroagir. Acusações contra Michael Jackson As acusações detalham um comportamento predatório severo, alegando que Jackson drogava e estuprava as vítimas, com abusos iniciados aos sete ou oito anos de idade. Segundo o documento, o cantor utilizava "lavagem cerebral", presentes luxuosos e códigos específicos para a prática dos abusos, além de fornecer álcool e drogas pesadas aos menores. A família afirma que o documentário "Leaving Neverland" (2019) foi fundamental para "desprogramá-los" e ajudá-los a processar os traumas vividos, que teriam sido facilitados e ocultados por funcionários e assessores do artista. Em resposta, o advogado do espólio, Marty Singer, classificou a movimentação como uma "tentativa desesperada de extorsão", alegando que a família busca centenas de milhões de dólares e está utilizando táticas oportunistas após décadas de apoio ao cantor.